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Gustavo tinha uma razão especial para vibrar tanto ao fazer o segundo gol do Palmeiras na vitória por 4 a 2 sobre a Portuguesa nesse domingo. Sem chances como titular nos últimos jogos, o zagueiro entrou bem nesse domingo com sete minutos de jogo, na vaga do lesionado Fabinho Capixaba. O desempenho no Pacaembu, porém, não deve mudar a realidade do camisa 3: segue na reserva de Jéci e Gladstone.
Querido pela torcida desde sua chegada, em 2007, Gustavo mostrou serviço contra a Lusa fechando o lado direito da defesa e não desperdiçou sua chance no ataque, desviando de cabeça para as redes uma cobrança de falta de Leandro. Na comemoração, tropeçou, beijou o símbolo palmeirense duas vezes, bateu no peito, urrou e abraçou os companheiros no banco de reservas antes de selar a correria desenfreada ajoelhando-se no gramado e apontando para o céu. Um misto de alegria que contrasta com a condição no elenco.
Embora aprovado pelos titulares da zaga alviverde, o camisa 3 dificilmente terá nova chance. Mesmo com a boa atuação e o gol marcado no Pacaembu, a permanência como suplente é praticamente certa e aumenta suas possibilidades de ser liberado para acertar com o Mallorca, da Espanha, ainda nesta semana.
A impressão de que o defensor está de saída se amplifica com a expressão do jogador nas saídas dos treinos durante a semana. Gustavo deixa os campos da Academia visivelmente contrariado por ter perdido a condição de titular que tinha no Campeonato Paulista. O que não incomoda Wanderley Luxemburgo.
“Se ele estiver chateado, não é problema meu, é problema dele. Tem muita cara feia no futebol e isso não me preocupa. Tenho 20 e poucos jogadores no elenco e sou obrigado a escalar só dez na linha e um no gol”, argumentou o treinador, que só escalou Gustavo no Brasileiro quando David se machucou ou Gladstone saiu por suspensão.
Na iminência de fechar com os espanhóis – seus representantes esperam pela oficialização da proposta até esta sexta-feira –, o zagueiro pode ter se despedido nesse domingo. Luxemburgo, no entanto, prefere manter a motivação do jogador, que ainda pode ser importante em 2008 caso fique no Palestra Itália. “É bom ele ficar bravo, porque ele treina para voltar. Contra a Portuguesa, foi legal que ele entrou e nos ajudou. É por ai”, elogiou. GE.net
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