Jorginho vê potencial para ficar, mas não pensa em ser efetivado
O técnico Jorginho concedeu entrevista coletiva na tarde de ontem, sexta-feira (03), na Academia de Futebol, e afirmou que não pensa em ser efetivado como o novo comandante da equipe neste momento. Confira os principais trechos da entrevista:
Pode ser efetivado?
“Não é o meu pensamento. Quero deixar bem claro que não estou fugindo da responsabilidade, muito pelo contrário. Me vejo com potencial para dirigir o clube. Mas acredito que o Palmeiras necessite de um treinador que já tenha vivido outras experiências. Sei que o meu momento vai chegar, mas não é agora.”
Diferença entre ele para os outros
“Como citei em outra entrevista, eu acredito que posso fazer coisas que qualquer outro treinador com mais nome faça. Mas me falta experiência, bagagem de ter dirigido outros times. Isso eu vou adquirir com o tempo e sei que não é o momento de antecipar etapas.”
Potencial
“Minha vida foi movida a desafios. Com 16 anos, eu já sustentava meus pais. No ano passado, perdi um filho adolescente e só quem passa por isso sabe o que é encarar uma dificuldade. Eu tenho personalidade e honestidade para trabalhar em qualquer lugar. Não tenho medo de desafios, pois sou trabalhador e sei até onde posso chegar. Mas ainda não é o momento.”
Outros treinadores
“Para você se tornar um grande treinador, o ideal é começar de algum time de menor expressão. Na base do Palmeiras eu posso adquirir isso, sim. E é só pegar outros exemplos. O Luxemburgo, Mano Menezes, Felipão…eles começaram em times menores e depois explodiram. O próprio Muricy, que começou no São Paulo, rodou por alguns clubes e depois retornou.”
Situação do elenco
“O time está bem, não tem o que mudar. Alguma coisa ou outra eu estou fazendo ao meu estilo, mas foi tudo muito recente. Não pude treinar com o Diego Souza e o Pierre durante a semana. Mas sinto que eles estão bem, confiantes. Não pode ser de outra maneira. Antes de jogar por alguém, o time precisa jogar por eles e pelo Palmeiras.”
Conversa com os jogadores
“Conversei muito com eles desde o primeiro treino. É importante saber o que eles estão sentindo. São os jogadores que vão conseguir mudar algo dentro de campo. O mais legal de tudo isso é que os jogadores estão demonstrando responsabilidade e atitude. Isso me deixa confortável para dizer que faremos um bom jogo no domingo.”
Formação
“Preferi deixar o time com dois zagueiros. Dei uma chance ao Fabinho [Capixaba], pois acredito no potencial dele. Se ele tiver confiança nele, vai se sair bem. Nas outras posições, vou esperar. O Edmílson não está descartado, pois ele vai ser a referência desse time. E, no ataque, gostei tanto do Willians quanto o Ortigoza e o Sacconi ao lado do Obina.”
Agência Palmeiras
Fábio Finelli

